"O Técnico de Farmácia", apresentado a partir deste momento ao juízo público, há muito que havia nascido na minha mente, isto irá substituir a revista "O Ajudante de Farmácia", orgão dos Sindicatos Nacionais dos Ajudantes de Farmácia...
terça-feira, agosto 02, 2011
Decreto-Lei nº 93/2011 de 27-07-2011
O presente decreto-lei permite o exercício alargado de funções nos centros de saúde por médicos especialistas em medicina geral e familiar, repristinando o artigo 9.º e os n.ºs 3 e 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março.
Considera-se essencial o estabelecimento de um regime transitório que permita o exercício alargado de funções nos centros de saúde por médicos especialistas em medicina geral e familiar, até que seja possível a contratação de médicos com o horário de 40 horas semanais, que só acontecerá com o estabelecimento dos novos regimes remuneratórios da carreira especial médica.
Para esse efeito, opta-se por repristinar as normas do Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março, que prevêem a possibilidade de contratação de médicos no regime de 42 horas. Este regime é aplicável apenas aos médicos especialistas em medicina geral e familiar contratados em funções públicas por tempo indeterminado na vigência do Decreto-Lei n.º 177/2009, de 4 de Agosto, para o exercício de funções em centros de saúde.
O exercício alargado de funções por médicos nos centros de saúde permite, por um lado, que mais médicos estejam disponíveis para o atendimento dos utentes e que mais utentes possam ser atendidos em tempo útil nos seus centros de saúde. Por outro lado, contribui-se para o aumento dos cuidados prestados aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, sobretudo dos cuidados de saúde primários, onde se verifica uma situação de escassez de médicos mais agravada.
Por aplicação do regime previsto no Decreto-Lei n.º 177/2009, de 4 de Agosto, actualmente em vigor, o período normal de trabalho da carreira especial médica é de 35 horas semanais, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho.
Por sua vez, o acordo colectivo da carreira especial médica, constante do acordo colectivo de trabalho n.º 2/2009, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 198, de 13 de Outubro de 2009, já prevê que o período normal de trabalho seja de 8 horas diárias e 40 horas semanais, organizadas de segunda a sexta-feira. No entanto, esse período de trabalho de 40 horas semanais só é aplicável após a revisão dos níveis remuneratórios da carreira especial médica.
Assim, até à definição dos novos níveis remuneratórios da carreira especial médica, a contratação de médicos para o sector público administrativo obedece ao disposto no decreto-lei referido, ou seja, só é possível contratar médicos para o serviço público por período normal de trabalho de 35 horas semanais.
Esta situação causa particular constrangimento a nível dos cuidados de saúde primários, onde existe escassez de profissionais.
O presente decreto-lei visa atenuar essa escassez de profissionais, permitindo a contratação de médicos por um horário de trabalho mais alargado.
Foram observados os procedimentos decorrentes da Lei n.º 23/98, de 26 de Maio.
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Considera-se essencial o estabelecimento de um regime transitório que permita o exercício alargado de funções nos centros de saúde por médicos especialistas em medicina geral e familiar, até que seja possível a contratação de médicos com o horário de 40 horas semanais, que só acontecerá com o estabelecimento dos novos regimes remuneratórios da carreira especial médica.
Para esse efeito, opta-se por repristinar as normas do Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março, que prevêem a possibilidade de contratação de médicos no regime de 42 horas. Este regime é aplicável apenas aos médicos especialistas em medicina geral e familiar contratados em funções públicas por tempo indeterminado na vigência do Decreto-Lei n.º 177/2009, de 4 de Agosto, para o exercício de funções em centros de saúde.
O exercício alargado de funções por médicos nos centros de saúde permite, por um lado, que mais médicos estejam disponíveis para o atendimento dos utentes e que mais utentes possam ser atendidos em tempo útil nos seus centros de saúde. Por outro lado, contribui-se para o aumento dos cuidados prestados aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, sobretudo dos cuidados de saúde primários, onde se verifica uma situação de escassez de médicos mais agravada.
Por aplicação do regime previsto no Decreto-Lei n.º 177/2009, de 4 de Agosto, actualmente em vigor, o período normal de trabalho da carreira especial médica é de 35 horas semanais, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho.
Por sua vez, o acordo colectivo da carreira especial médica, constante do acordo colectivo de trabalho n.º 2/2009, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 198, de 13 de Outubro de 2009, já prevê que o período normal de trabalho seja de 8 horas diárias e 40 horas semanais, organizadas de segunda a sexta-feira. No entanto, esse período de trabalho de 40 horas semanais só é aplicável após a revisão dos níveis remuneratórios da carreira especial médica.
Assim, até à definição dos novos níveis remuneratórios da carreira especial médica, a contratação de médicos para o sector público administrativo obedece ao disposto no decreto-lei referido, ou seja, só é possível contratar médicos para o serviço público por período normal de trabalho de 35 horas semanais.
Esta situação causa particular constrangimento a nível dos cuidados de saúde primários, onde existe escassez de profissionais.
O presente decreto-lei visa atenuar essa escassez de profissionais, permitindo a contratação de médicos por um horário de trabalho mais alargado.
Foram observados os procedimentos decorrentes da Lei n.º 23/98, de 26 de Maio.
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Decreto-Lei nº 93/2011 de 27-07-2011
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Artigo 1.º - Repristinação
São repristinados o artigo 9.º e os n.ºs 3 e 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 73/90, de 6 de Março, na redacção dada pelos Decretos-Leis n.ºs 412/99, de 15 de Outubro, e 19/99, de 27 de Janeiro, respectivamente.
Início de Vigência: 01-08-2011
segunda-feira, julho 25, 2011
Férias e viagens com mais saúde
1. Introdução
É sempre importante cuidar da sua saúde. Em tempo de férias, quer esteja em casa quer viaje, existem situações particulares que aumentam o risco para a saúde.
É sempre importante cuidar da sua saúde. Em tempo de férias, quer esteja em casa quer viaje, existem situações particulares que aumentam o risco para a saúde.
A escolha de lugares com condições climáticas diferentes em que a alimentação e os costumes são muito diversos daqueles a que está habituado, a mobilidade rodoviária, a ocorrência de grandes eventos como os festivais de música, a eventual propagação de doenças transmissíveis são, entre outros, alguns dos aspetos que implicam a necessidade de maiores cuidados com a saúde.
Em período de férias, zelar pela saúde e segurança da sua família, requer especial atenção. Tendo em conta que «mais vale prevenir do que remediar», a preocupação com a saúde e a segurança deverá estar presente na organização dos programas e das atividades de férias.
Faça férias ou viagens com mais saúde cumprindo antes, durante e depois das férias, os conselhos que lhe deixo em cada um dos tópicos em baixo.
2. Vacinas
4. Segurança
Se vai viajar de carro, lembre-se que:
6. Proteção contra mosquitos e outros vetores (carraças, pulgas, etc)
7. Comportamentos
Conflitos interpessoais
9. Se vai viajar de avião
As viagens internacionais tiveram nos últimos anos uma expansão surpreendente. Os objectivos subjacentes a estas deslocações dividem-se entre motivos profissionais, recreativos e humanitários.
Esta situação condicionou a exposição dos viajantes a novos factores de risco, nomeadamente na área ambiental e das doenças transmissíveis.
10. Altitude
O viajante deve evitar viajar directamente para altitudes elevadas. Caso tal aconteça, deverá interromper a viagem por 2 a 3 noites a 2550-3000 m de altitude, com o objectivo de prevenir a doença da altitude (dor de cabeça, perda de apetite, náuseas, vómitos, insónia, fadiga, irritabilidade).
Lembre-se das vacinas!
Verifique se as crianças e jovens até aos 18 anos têm as vacinas do Programa Nacional de Vacinação (PNV) atualizadas. Aos adultos recomenda-se que tenham atualizada a vacina contra o tétano e difteria (cada 10 anos). Se nasceu depois de 1969 deverá ter duas doses da vacina contra o sarampo (vacina VASPR). As vacinas incluídas no PNV são administradas gratuitamente nos centros de saúde e não necessitam de prescrição médica.
Dependendo do destino e do tipo de viagem poderão estar recomendadas vacinas específicas para esses destinos pelo que deverá obter aconselhamento prévio com o seu médico assistente que o poderá orientar para uma consulta do viajante. Tenha em atenção que as recomendações sobre vacinação para viajantes são frequentemente atualizadas de acordo com a situação epidemiológica das doenças.
3. Alimentos e água
A diarreia do viajante é uma das principais causas de doença nas férias. A melhor forma de prevenção são os cuidados com a higiene e com a ingestão de água e alimentos, devendo selecionar-se os alimentos com menor risco de contaminação. Nem sempre se pode comer quando, onde e o que se quer.
Em relação aos alimentos tenha em atenção o seguinte:
- Evitar alimentos cozinhados que tenham sido mantidos à temperatura ambiente durante várias horas;
- Ingerir apenas alimentos bem cozinhados e, se possível, ainda quentes;
- Evitar alimentos crus (p.e. mariscos e saladas);
- Lavar bem e descascar a fruta antes de a comer evitando as saladas de fruta, bem como frutos cujo exterior não esteja intacto;
- Só preparar saladas depois de mergulhar os alimentos durante 30 minutos num recipiente com 5 gotas de lixívia por litro de água;
- Evitar alimentos que contenham ovo cru ou mal cozinhados (maionese, certos molhos e sobremesas);
- Evitar alimentos adquiridos a vendedores ambulantes.
Em relação às bebidas tenha em atenção o seguinte:
- Beber água engarrafada (verificar se o selo está intacto) ou água fervida;
- Utilizar água engarrafada ou fervida para sumos, chá, café e gelo, e ainda para a escovagem dos dentes;
- A água engarrafada deve ser descapsulada somente no momento em que é servida;
- As bebidas frias engarrafadas ou empacotadas são, em geral, de confiança, desde que seladas; as bebidas quentes também são seguras;
- Consumir apenas produtos lácteos (leite, queijo e derivados) pasteurizados.
4. Segurança
Se vai viajar de carro, lembre-se que:
- O comportamento do condutor influencia largamente os resultados da viagem.
- Planifique a viagem e tenha sempre em mente os riscos e os perigos relacionados com o estado de conservação e manutenção do veículo, a estrada e os outros condutores.
- A fadiga diminui a capacidade de perceber o risco e responder atempadamente. O pico da fadiga ocorre de madrugada, entre as 2h e as 6h e, à tarde, entre as 14h e as 16h. O efeito da fadiga na condução é semelhante ao efeito do álcool.
- Em viagens longas, pare a cada 2 a 3 horas, durante 10 a 15 minutos.
- Em viagem, sinalize previamente todas as suas manobras: mudança de direção ou de faixa de rodagem, etc.
- Dê prioridade aos peões. Pare nas passadeiras!
- Em caso de acidente, ligue o 112.
- O excesso de velocidade é um dos principais fatores de risco de acidente.
- Cumpra os limites de velocidade e adeque a condução às condições climáticas e às condições da estrada, pois com o piso molhado a probabilidade de bater aumenta.
- A redução de 1Km/h na velocidade reduz em 2% o número de acidentes. (OMS)
- O uso de cinto de segurança reduz a gravidade das consequências dos acidentes.
- Use o cinto de segurança em todos os lugares do carro (à frente e atrás), em viagens longas e em distâncias curtas.
- O uso adequado de cinto de segurança reduz o risco de morte em 61% nos acidentes por colisão. (OMS)
- Se viajar com crianças transporte-as, sempre, num dispositivo de retenção (cadeirinha) adaptado.
- Bebés e crianças são, obrigatoriamente, transportadas num Sistema de Retenção homologado e adaptado ao peso e de acordo com a idade.
- O Dispositivo de Retenção de Crianças deve ser instalado no banco de traz do carro e consiste em uma cadeirinha ou dispositivo elevatório adequada à idade (pelo menos até aos 12 anos) ao peso (até 36 kg) e à altura da criança (até 150cm), que deve estar corretamente instalada no veiculo e ser utilizada durante toda a viagem.
- O álcool prejudica seriamente a condução. Se bebeu não conduza!
- O consumo de álcool afeta as capacidades físicas e psíquicas dos condutores, sendo causa direta ou indireta de inúmeros acidentes de viação. A absorção do álcool depende de fatores pessoais (é maior nas mulheres e nos adolescentes), da sensibilidade individual, da forma de absorção e das características da bebida.
- O cumprimento da legislação sobre álcool e condução reduz em 20% os acidentes relacionados com o consumo de álcool. (OMS)
- Os medicamentos e as substâncias psicotrópicas podem interferir com a capacidade de conduzir.
- Os medicamentos, incluindo os de venda livre, podem afetar a capacidade para a condução.
- Os medicamentos como calmantes e antidepressivos (antipsicóticos, ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e psicotrópicos) podem prejudicar as capacidades de atenção e vigilância, o tempo de reação, as capacidades percetivas e cognitivas e o desempenho motor (muscular e reflexos).
- Se está a tomar medicamentos, fale com o seu médico e leia o prospeto do medicamento, antes de viajar.
- O uso de telemóvel aumenta o risco de acidente.
- O uso de telemóvel enquanto se conduz é um importante fator de distração, diminui a atenção e reduz a capacidade de reação. Tem um impacto significativo no comportamento do condutor que se agrava nos primeiros 5-6 minutos de conversação. O risco de acidente aumenta quatro vezes nos condutores que usam telemóvel.
- O uso de telemóvel enquanto se conduz é um importante fator de distração, diminui a atenção e reduz a capacidade de reação. Tem um impacto significativo no comportamento do condutor que se agrava nos primeiros 5-6 minutos de conversação. O risco de acidente aumenta quatro vezes nos condutores que usam telemóvel.
- Seja gentil e pratique a cortesia ao volante!
Se vai viajar de mota, lembre-se que:
Todos os conselhos sobre a segurança do carro aplicam-se à mota: é indispensável planificar a viagem, verificar estado e a manutenção da mota, instalar as malas laterais sem as sobrecarregar.
- É fundamental que o condutor esteja em boas condições físicas.
- O uso de capacete é obrigatório para o condutor e para o eventual acompanhante (pendura).
- O uso de capacete reduz significativamente as consequências graves e/ou fatais dos acidentes. (OMS)
Se vai viajar de bicicleta, lembre-se que:
Em Portugal existe uma rede de ciclovias, ecopistas e ecovias, seguras e agradáveis, inseridas em áreas de interesse ambiental que promovem inúmeros itinerários alternativos. Andar de bicicleta é saudável e é uma forma de viajar mais sustentável em termos ambientais.
Viajar de bicicleta é barato, permite interação com o meio e as populações, permite usufruir de paisagens, cheiros e experiencias únicas de convívio.
Mas, para que a viagem decorra da melhor maneira, o ciclista deve estar em boas condições físicas e, antes de a iniciar, é indispensável:
- Planificar a viagem, incluindo os locais onde vai comer e dormir, fazer a revisão da bicicleta e reduzir a bagagem.
- Para grandes viagens, fazer um itinerário e ter uma bússola e um mapa de orientação ou um GPS, mas também um pequeno estojo de primeiros socorros e um protetor solar.
- Utilizar roupa adequada com colete ou faixa refletora.
- Usar sapatos confortáveis e adaptáveis aos pedais da bicicleta.
- O uso de capacete é obrigatório.
- Se possível, não viaje sozinho.
- Esteja atento aos sinais de cansaço e fome, e faça uma pausa pelo menos de 2 em 2 horas. Tenha sempre uma pequena reserva de frutos secos, bolacha e chocolates para qualquer emergência.
- Durante a viagem de bicicleta mude regularmente a posição das mãos no guiador por forma a repartir a tensão por vários grupos musculares.
- Ao longo da viagem, vá dando noticias… pelo menos à família e aos amigos!
Se vai viajar para o estrangeiro lembre-se de:
Não esquecer, de todos os viajantes do grupo, o Passaporte ou Bilhete de Identidade, vistos e formulários médicos destinados à obtenção assistência médica no estrangeiro, confirmações das reservas efetuadas, mapas e moradas do local para onde vai. Verificar a cobertura do seguro de viagem com o agente.
Adeque a bagagem às condições climáticas do destino.
A medicação crónica deve ir sempre na bagagem de mão. Os restantes medicamentos devem ser acondicionados numa caixa, pequeno saco ou estojo para guardar na bagagem (ver ponto 11, estojo de medicamentos).
Na bagagem de mão leve os seus medicamentos e, eventualmente, analgésicos, anti-histamínicos, antipiréticos e antidiarreicos.
Tenha atenção aos problemas como as perturbações do sono, do apetite e da mudança dos hábitos alimentares que estão relacionados com a mudança de fuso horário (ver ponto 9, Se vai viajar de avião e ponto 3, Alimentos e água).
Não leve objetos de valor.
Deixe sempre, com uma pessoa da sua confiança, cópia do passaporte e o itinerário da viagem bem como os contactos dos hotéis previamente reservados.
Vá e venha, guardando boas recordações!
5. Exposição solarExposição solar e radiação ultravioleta
1. Antes de viajar ou ir de férias
- Informe-se sobre as condições climáticas habituais e extremas que podem ocorrer na área geográfica para onde se desloca, na época do ano em que irá lá permanecer, nomeadamente, temperatura máxima, temperatura mínima e níveis de radiação ultravioleta;
- Previna-se com roupa e acessórios adequados, não esquecendo chapéu de abas largas, óculos de sol com proteção UVA e UVB, e protetor solar com fator de proteção igual ou superior a 30.
- Caso sofra de doença crónica ou esteja a fazer dieta com pouco sal ou restrição de líquidos, deve aconselhar-se com o seu médico.
2. Durante a viagem e a estadia
- Quando viajar de carro:
- evite viajar quando as temperaturas forem elevadas, prefira as horas de menos calor e não feche completamente as janelas se o veículo não tiver ar condicionado;
- leve água suficiente ou sumos de fruta natural, sem adição de açúcar;
- não permita a permanência de crianças, grávidas ou idosos em viaturas expostas ao sol.
- Proteja-se da exposição direta ao sol:
- evite a exposição direta ao sol quando os valores da temperatura ou da radiação ultravioleta forem elevados;
- as crianças com menos de 6 meses não devem ser sujeitas a exposição solar pelo que não se aconselha a sua ida à praia. As crianças com menos de 3 anos deverão evitar a exposição direta ao sol;
- nos períodos de maior calor procure permanecer em ambientes frescos, como jardins, monumentos, centros comerciais ou no hotel;
- no exterior, use roupa solta, opaca, cobrindo a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos de sol com proteção UVA e UVB e renove o protetor solar de 2 em 2 horas e depois do banho.
- Beba mais água e sumos naturais, mesmo sem ter sede, quando as temperaturas forem elevadas;
- Realize as atividades que exijam esforço físico intenso nas horas de menos calor, tais como os desportos;
- Dedique especial atenção às crianças e idosos;
- Em caso de ‘Golpe de Calor’ alivie o excesso de roupa, pulverize o corpo com água fresca, dê líquidos (se a pessoa estiver consciente) e contacte o médico ou o número de emergência 112;
- Em caso de queimadura solar, aplique compressas frias e húmidas, retire objetos que conservem o calor (anéis, colares, brincos), proteja a zona queimada com lenço ou pano limpo, e se necessário contacte o médico.
6. Proteção contra mosquitos e outros vetores (carraças, pulgas, etc)
- Repelentes de insetos
- Com dietiltoluamida (DEET) ou butilacetiletilaminopropionato (repelente 3535)
- Renovações em todas as áreas expostas (de 4 em 4 horas)
- Serpentinas (espirais)
- Com um piretróide sintético, vaporiza inseticida, requerendo ou não energia elétrica
- Com um piretróide sintético, vaporiza inseticida, requerendo ou não energia elétrica
- Spray inseticida
- Efeito imediato e letal, mas de curta duração
- Efeito imediato e letal, mas de curta duração
- Roupa protetora
- Roupa não muito fina, com repelente de insetos
- Proteção adicional com tratamento da roupa com permetrina
- Redes mosquiteiras
- Impregnadas ou não com piretróides sintéticos
- Entaladas no colchão, depois de verificar que não há nenhum mosquito no seu interior; confirmar se a rede não está rasgada
- Janelas portais e beirais com redes mosquiteiras;
- Ar condicionado
- Afugenta os mosquitos e outros insetos.
7. Comportamentos
Conflitos interpessoais
Um conflito interpessoal tem na sua génese um problema de comunicação entre 2 ou mais pessoas. Habitualmente, surge quando existe uma diferença de opinião, provocada por dissemelhanças de vária ordem, nomeadamente de personalidade, mas em especial por diversidades culturais, facto que acontece quando se viaja para um pais estrangeiro.
A violência interpessoal é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade dos jovens europeus, entre os 15 e os 29 anos, quando viajam para outro país. A prevenção dos conflitos é um aspeto muito importante para a sua saúde quando viaja.
Como medidas principais, saliento as seguintes:
- Informar-se dos hábitos culturais do país para onde vai viajar;
- Se está cansado ou em situação de stress, ser ainda mais cuidadoso para manter a calma e evitar as situações de conflito;
- Perante um conflito tente identificar qual é o problema em vez de fazer acusações, e de seguida esforce-se por encontrar possíveis soluções que sejam aceitáveis para ambas partes;
Existe outra situação que pode ser origem de conflito e que se relaciona com o tempo que as pessoas passam juntas. Perante problemas inesperados, uma relação de amizade ou até familiar pode resultar num conflito.
Isto porque, em altura de férias, as relações interpessoais, em família ou no círculo de amigos, podem modificar-se. O tempo de permanência em convívio direto entre as pessoas aumenta, a partilha dos espaços torna-se diferente e as atividades e rotinas diárias modificam-se. Quando se viaja, todos estes factos se tornam mais evidentes. Em regra, todas estas modificações são vividas com prazer, mas podem também ser fonte de alguma conflitualidade e sofrimento emocional.
Há, por isso, que procurar dissipar rapidamente os primeiros focos de tensão, alargando o grau de aceitação das diferenças e prevenindo situações que possam causar mal-estar no grupo. A bem do equilíbrio emocional de cada pessoa e do bem-estar coletivo é de toda a vantagem que se negoceiem espaços pessoais, objetos, comportamentos e atividades, de modo a que se preservem as vontades individuais sem comprometerem o interesse coletivo.
Tenha calma, respeite os outros e goze as suas férias!
8. Infeções Sexualmente Transmissíveis
As infeções sexualmente transmissíveis (IST) mais importantes são o VIH/SIDA, hepatite B, sífilis, gonorreia, herpes genital, infeções por clamídia, tricomoníase, cancro mole e condiloma genital.
A única IST que pode ser prevenida pela vacinação é a hepatite B (vacina no Programa Nacional de Vacinação).
A transmissão ocorre através de relações sexuais não protegidas (homo e heterossexual: vaginal, anal ou oral). A hepatite B, o VIH e a sífilis podem também ser transmitidas por sangue ou seus derivados, nomeadamente através de transfusões, injeções com seringas e agulhas contaminadas e por meio de instrumentos cirúrgicos ou dentários não esterilizados ou outros materiais pontiagudos de penetração na pele (p.e., acupuntura, “piercing” e tatuagens).
Não existe risco de transmissão de IST no contacto diário em sociedade, em casa ou no trabalho. As pessoas não correm nenhum risco de contrair estas doenças ao partilharem transportes (aviões, barcos, autocarros, automóveis, comboios) com indivíduos infetados.
Está provado que os preservativos, se utilizados corretamente, podem prevenir a transmissão de VIH e outras IST.
Está provado que os preservativos, se utilizados corretamente, podem prevenir a transmissão de VIH e outras IST.
Lembre-se:
- O risco de infeção é tanto maior quanto maior for o número de parceiros sexuais;
- A infeção pode ser transmitida por um parceiro sexual aparentemente sem sinais de doença;
- Evite contactos sexuais ocasionais;
- Evite contactos sexuais com múltiplos parceiros ou com alguém que os tenha;
- Utilize corretamente o preservativo;
- Use apenas a sua escova de dentes e lâminas de barbear.
9. Se vai viajar de avião
As viagens internacionais tiveram nos últimos anos uma expansão surpreendente. Os objectivos subjacentes a estas deslocações dividem-se entre motivos profissionais, recreativos e humanitários.
Esta situação condicionou a exposição dos viajantes a novos factores de risco, nomeadamente na área ambiental e das doenças transmissíveis.
As viagens internacionais podem produzir no viajante mudanças físicas associadas ao ambiente que podem perturbar de forma significativa o seu equilíbrio. A súbita exposição a mudanças de altitude, humidade, temperatura e agentes microbianos podem alterar o estado de saúde do viajante. O stress, a fadiga das viagens longas, a idade, o estado de saúde, o destino e o tempo de permanência são também factores dos quais depende o bem-estar do viajante.
Um planeamento atempado da viagem que inclua medidas de prevenção adequadas permite minimizar os riscos associados às viagens.
Pressão do ar na cabina do avião
Durante as viagens aéreas, há uma diminuição da pressão do ar e consequentemente uma ligeira diminuição do oxigénio disponível, bem tolerada por indivíduos saudáveis, mas que pode não ser tolerada convenientemente por passageiros com algumas doenças crónicas (cardíacas, respiratórias, anemia ou cirurgia recente).
Para evitar a sintomatologia das alterações de pressão, todos os passageiros devem:
- Engolir e/ou mastigar na aterragem podendo, se a dor nos ouvidos persistir realizar a manobra de Valsava (expiração forçada, tapando o nariz e a boca)
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e com gás.
Humidade na cabina do avião
A diminuição da humidade origina algum desconforto, que pode ser minorados por:
- Ingestão de líquidos antes e durante o voo;
- Aplicação de loção hidratante na pele;
- Aplicação de gotas nasais de soro fisiológico;
- Uso de óculos em vez de lentes de contacto.
Enjoo
É raro. No entanto, os passageiros susceptíveis devem:
- Solicitar lugares junto a asa do avião e/ou janela;
- Manter sempre acessível o saco de enjoo;
- Se necessário, tomarem preventivamente um medicamento adequado.
Jet Lag
A alteração dos padrões do sono e de outros biorritmos diários, em, resultado da mudança de fuso horário pode originar desidratação, fadiga, stress, indigestão, mal-estar geral, insónia, diminuição do desempenho físico e intelectual.
O viajante deve:
- Descansar bem antes da partida e durante o voo;
- Beber muita água e/ou sumos de fruta antes e durante o voo;
- Comer refeições ligeiras e evitar o consumo do álcool antes e durante o voo;
- Adaptar-se ao horário do destino o mais rapidamente possível (horas de refeição, sono), começando preferencialmente durante o voo;
- Após a chegada, garantir a exposição à luz natural do sol.
Imobilidade e Problemas Circulatórios
A imobilidade prolongada, especialmente quando o viajante permanece sentado, favorece o aparecimento de pernas inchadas (edemas), duras e desconfortáveis. Pode verificar-se a formação de tromboses venosas, a maioria delas sem sintomas e sem consequências.
O viajante deve:
- Executar exercícios simples com frequência durante o voo;
- Utilizar meias elásticas especiais para viagens aéreas;
- Utilizar roupas largas e confortáveis;
- Executar exercícios ligeiros após a chegada.
As viagens aéreas devem ser efectuadas só após a avaliação e aconselhamento médico nas seguintes situações:
- Recém-nascidos com menos de 7 dias (ou maior tempo de vida se forem prematuros);
- Grávidas nas últimas 4 semanas de gestação (8 semanas se forem gémeos) e até 7 dias após o parto;
- Doentes com angina de peito;
- Viajantes com qualquer doença infecciosa em fase de contágio (p.e., tuberculose);
- Praticantes de mergulho com botija, com vários mergulhos em menos de 24 horas;
- Indivíduos com enfarte do miocárdio ou trombose (acidente vascular cerebral) recentes;
- Indivíduos com doença respiratória crónica severa e falta de ar em repouso;
- Hipertensão arterial não controlada: máxima superior a 20 cm Hg.
10. Altitude
O viajante deve evitar viajar directamente para altitudes elevadas. Caso tal aconteça, deverá interromper a viagem por 2 a 3 noites a 2550-3000 m de altitude, com o objectivo de prevenir a doença da altitude (dor de cabeça, perda de apetite, náuseas, vómitos, insónia, fadiga, irritabilidade).
Os viajantes com doenças cardíacas, pulmonares ou anemia são mais susceptíveis e devem procurar aconselhamento médico antes de viajarem.
11. Estojo de viagens
Sugestão de kit de viagem
Produtos de higiene/outros
- Frasco pequeno ou toalhetes de solução anti-séptica (para lavar as mãos e feridas)
- Soro fisiológico (frasco pequeno, p. e. gotas nasais)
- Protector solar (mínimo SPF 30, frasco pequeno)
- Óculos de sol / chapéu de abas largas
- Repelente de insectos contendo DEET (30-50%), em spray ou roll-on
- Pensos rápidos de diferentes tamanhos
- Termómetro digital
- Preservativos
- Lanterna pequena
- Pequeno canivete multi-usos
- Fósforos
Produtos para primeiros socorros
- Ligaduras, compressas esterilizadas pequenas, adesivo
- Sais para re-hidratação oral (p. e. Dioralyte®)
- Pomada para alergias, queimaduras e picadas
- Pomada com antibiótico (p. e. Fucidine®)
- Creme anti-fúngico (p. e. Canesten®)
- Luvas de látex
Medicamentos
- Medicação crónica em quantidade necessária para o tempo de estadia, com algum excedente para as emergências
- Medicamentos para dores ou febre (os que toma habitualmente nessas circunstâncias, p. e. paracetamol)
- Medicamento para as alergias (p. e. anti-histamínico)
- Descongestionante nasal (se tiver problemas de ouvidos nos aviões)
- Medicação prescrita para a viagem em quantidade suficiente, p. e. anti-maláricos
- Medicação para a diarreia (p. e. loperamida)
- Medicação para o enjoo (p. e. metoclopramida)
- Laxante suave (tipo lactulose)
- Anti-ácido em pastilhas (p. e. Pepsamar®)
Deve utilizar-se uma caixa ou pequeno saco ou estojo para guardar estes itens na bagagem, com excepção da medicação crónica, que deve ir sempre na bagagem de mão.
12. Cuidados no regresso
Se no regresso de outro país, ou nos 30 dias seguintes, apresentar sintomas como febre ou diarreia deverá consultar o seu médico assistente.
Com alguma frequência e os viajantes internacionais apresentam um problema de saúde durante ou após as suas viagens. A maior parte destas situações não são graves, mas calcula-se que aproximadamente 5% dos casos necessitam de tratamento médico.
Se após o regresso apresentar, entre outros possíveis, sintomas como febre, diarreia, vómitos, problemas respiratórios ou da pele, deverá recorrer ao médico para despiste de doenças como a malária, febre-amarela, dengue, ricketsiose, leptoespirose ou giardose que requerem tratamento médico.
BOAS FÉRIAS...
sábado, julho 23, 2011
Pioglitazona – Conclusão da revisão da relação benefício-risco
PIOGLITAZONA
Nome dos medicamentos registados no Infarmed - Tandemact (associação), Competact (associação), Glubrava (associação), Actos, Glustin, Pioglitazona Mepha, Pyadiab.
Nome dos medicamentos registados no Infarmed - Tandemact (associação), Competact (associação), Glubrava (associação), Actos, Glustin, Pioglitazona Mepha, Pyadiab.
sábado, julho 16, 2011
O que é e o que faz o Técnico de Farmácia?
O Técnico de Farmácia é um profissional com formação de nível superior cuja evolução se fez à semelhança da maioria das profissões pertencentes à carreira das Tecnologias da Saúde. Poucos anos nos separam da época em que estes profissionais se formavam principalmente pela prática diária tutelada por um superior, com um percurso escolar mais curto e por vezes, inexistente.
A evolução da profissão exigiu a posse de conhecimentos teóricos mais profundos, associados a uma maior autonomia, para que todo o circuito do medicamento se fizesse de forma responsável.
As primeiras escolas técnicas a leccionar o curso de farmácia sugiram ainda nas ex-colónias portuguesas, formando na altura ajudantes de farmácia, surgindo estas, pela primeira vez em Portugal em 1948 em Lisboa. Estes primeiros cursos requeriam apenas o 9º ano de escolaridade e tinham a duração entre 5 a 6 meses, duração esta que foi aumentando ao longo dos tempos. Em 1993 e no decorrer da necessidade de dar a estes profissionais uma formação mais científica, técnica, cultural e humana o curso passa a pertencer ao ensino superior e é atribuído aos indivíduos que o frequentam o grau de Bacharel. Apenas em 1999, e de acordo com as exigências desta profissão é atribuído ao curso de Farmácia o grau de Licenciatura. Actualmente a formação deste profissionais engloba um campo de saberes vastíssimo que superam não só os conhecimentos teóricos em Farmacognosia, Farmacoquimica, Farmacologia, Farmacoterapia, etc, mas que englobam também áreas como a Biologia, Química, Ciências da Saúde e Ciências Sociais e Humanas.
O Técnico de Farmácia está habilitado a intervir em todas as fases deste circuito (aquisição, armazenamento, manipulação, controlo de qualidade, aconselhamento e dispensa, gestão de stocks,...) de forma a intervir no diagnóstico, terapia e reabilitação pelo uso de fármacos, bem como actuar ao nível da produção e controlo de qualidade.
A sua actividade faz-se em meio hospitalar, farmácias comunitárias, centros de saúde, no ensino, na investigação e indústria farmacêutica, que tem demonstrado um crescente interesse em relação a esta profissão. Mas o último grande desafio destes profissionais são as parafarmácias, que começam agora a surgir uma vez que apenas estes ou os Farmacêuticos podem deter a sua direcção técnica.
Carolina Carriço
Susete Rodrigues
(Técnicas de Farmácia )
http://www.tdtonline.org/
A evolução da profissão exigiu a posse de conhecimentos teóricos mais profundos, associados a uma maior autonomia, para que todo o circuito do medicamento se fizesse de forma responsável.
As primeiras escolas técnicas a leccionar o curso de farmácia sugiram ainda nas ex-colónias portuguesas, formando na altura ajudantes de farmácia, surgindo estas, pela primeira vez em Portugal em 1948 em Lisboa. Estes primeiros cursos requeriam apenas o 9º ano de escolaridade e tinham a duração entre 5 a 6 meses, duração esta que foi aumentando ao longo dos tempos. Em 1993 e no decorrer da necessidade de dar a estes profissionais uma formação mais científica, técnica, cultural e humana o curso passa a pertencer ao ensino superior e é atribuído aos indivíduos que o frequentam o grau de Bacharel. Apenas em 1999, e de acordo com as exigências desta profissão é atribuído ao curso de Farmácia o grau de Licenciatura. Actualmente a formação deste profissionais engloba um campo de saberes vastíssimo que superam não só os conhecimentos teóricos em Farmacognosia, Farmacoquimica, Farmacologia, Farmacoterapia, etc, mas que englobam também áreas como a Biologia, Química, Ciências da Saúde e Ciências Sociais e Humanas.
O Técnico de Farmácia está habilitado a intervir em todas as fases deste circuito (aquisição, armazenamento, manipulação, controlo de qualidade, aconselhamento e dispensa, gestão de stocks,...) de forma a intervir no diagnóstico, terapia e reabilitação pelo uso de fármacos, bem como actuar ao nível da produção e controlo de qualidade.
A sua actividade faz-se em meio hospitalar, farmácias comunitárias, centros de saúde, no ensino, na investigação e indústria farmacêutica, que tem demonstrado um crescente interesse em relação a esta profissão. Mas o último grande desafio destes profissionais são as parafarmácias, que começam agora a surgir uma vez que apenas estes ou os Farmacêuticos podem deter a sua direcção técnica.
Carolina Carriço
Susete Rodrigues
(Técnicas de Farmácia )
http://www.tdtonline.org/
A Gravidez da Adolescente
Os cuidados de saúde que tiveres contigo durante a gravidez são muito importantes para a tua saúde e a do bebé.
Enquanto grávida, deves estar bem informada acerca dos cuidados a ter, de forma a ultrapassar os obstáculos que possam surgir, assim como a diminuir a ansiedade e os medos, tão compreensíveis nesta fase da tua vida.
Este livrinho foi feito com carinho, para te ajudar. Lê-o com atenção; qualquer dúvida que tenhas esclarece-a com os profissionais de saúde que acompanham a tua gravidez...
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B5YEfkvkyTslYWQ5NDZmZjgtMmM2Yi00ZTAzLWFkMDAtMjJkMWM4OWI2ZjRh&hl=en_US
Enquanto grávida, deves estar bem informada acerca dos cuidados a ter, de forma a ultrapassar os obstáculos que possam surgir, assim como a diminuir a ansiedade e os medos, tão compreensíveis nesta fase da tua vida.
Este livrinho foi feito com carinho, para te ajudar. Lê-o com atenção; qualquer dúvida que tenhas esclarece-a com os profissionais de saúde que acompanham a tua gravidez...
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B5YEfkvkyTslYWQ5NDZmZjgtMmM2Yi00ZTAzLWFkMDAtMjJkMWM4OWI2ZjRh&hl=en_US
Boas Práticas de Perda de Peso
O Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade produziu um texto de consenso sobre cuidados a ter na perda de peso, tendo em conta a época do ano e a necessidade de utilizar práticas seguras para combater esta doença crónica.
"A obesidade é um problema de saúde pública em toda a Europa. Em Portugal cerca de‐estar psicológico dos visados mas‐discriminação, o respeito pela pessoa e pela sua autonomia é um
Conselho Cientifico da Plataforma Contra a Obesidade
"A obesidade é um problema de saúde pública em toda a Europa. Em Portugal cerca de‐estar psicológico dos visados mas‐discriminação, o respeito pela pessoa e pela sua autonomia é um
3 milhões de adultos têm peso excessivo, incluindo cerca de 400.000 com obesidade e
dentro destes cerca de 36.000 com obesidade mórbida. Entre as crianças e jovens um
terço tem peso excessivo, incluindo obesidade. As causas são múltiplas e complexas,
incluindo suscetibilidade genética, mas com forte influência de fatores decorrentes da
atual sociedade “obesogénica”. As instâncias oficiais têm que travar uma luta em
várias frentes contra esta epidemia, nas cidades, na escola, na comunicação social, na
indústria agroalimentar, nas estruturas do Serviço Nacional de Saúde. O combate é
contra a obesidade e não contra a pessoa com obesidade.
A exibição da obesidade severa, tal como no passado se fazia no circo ou nas feiras, faz
das pessoas em causa vítimas do espetáculo e acentua o estigma que a sua aptidão
física determina e que deve ser combatido. As experiências de estigmatização e
discriminação diminuem comprovadamente o bem
também a sua capacidade de adotarem e manterem comportamentos conducentes a
um peso mais saudável. A ética biomédica determina que, a par da promoção do bemestar
e da não
princípio orientador primordial das práticas profissionais na área da Saúde.
O dispêndio energético pelo exercício físico é um importante coadjuvante para a perda
de peso, mas o doseamento individual tem de garantir um acesso fácil, suportável e
sustentável, com condições de segurança, sendo que na obesidade mórbida esta
necessidade é muito importante. São desaconselhadas práticas predominantemente
baseadas na intensidade do esforço e na procura da superação, nomeadamente em
pessoas com fragilidades musculares e articulares. Procedimentos de natureza
espetacular que mais se assemelham a praxes podem não ser consentâneos com
práticas seguras, podem comprometer a aquisição de importantes recursos de
autorregulação individual, incluindo a automotivação, e podem limitar o
desenvolvimento do prazer associado à prática de atividade física no futuro.
A maioria das pessoas com obesidade tenta perder peso enquanto continua a sua vida
quotidiana. A modificação das práticas alimentares e a restrição energética deve ter
em conta esta situação e ser organizada por especialistas para se diminuir de uma
forma sustentada a ingestão de energia. A terapia alimentar deve ser pensada a longo
prazo e nunca com duração inferior a seis meses, com a implementação obrigatória de
um programa de manutenção posterior. Os objetivos de perda de peso devem ser
realistas. Nos primeiros seis meses, a redução de peso deve ter como objetivos a perda
de 500g a 1 kg por semana.É sabido que a obesidade grave pode estar associada a dificuldades psicossociais, tanto
nas suas causas como nas suas consequências. A exposição individual do sofrimento
psicológico não significa ultrapassar esse sofrimento, nem é o mesmo que a sua
compreensão, quer pelo próprio quer pelos outros. A vivência emocional atual dessas
problemáticas, sem a adequada contenção psicológica por um profissional de saúde
mental, pode conduzir a perturbações anteriormente não sentidas. Essa exposição
pode acentuar, mais tarde, e fora de certos ambientes aparentemente mais
protetores, ainda que não o sendo na realidade, sentimentos de embaraço e de perda
de autoestima e cimentar a ideia de que a pessoa com obesidade é portadora de
problemas emocionais e comportamentais difíceis e descontrolados. Contra esta ideia
se têm batido as associações de doentes e a comunidade científica."
Benefícios da actividade física
A actividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável, a par de alimentação saudável, vida sem tabaco e evitar outras substâncias perigosas para a saúde.
A prática regular de actividade física e o desporto beneficiam, física, social e mentalmente, toda a população, homens ou mulheres de todas as idades, incluindo pessoas com incapacidades.
A actividade física é:
- para o indivíduo: um forte meio de prevenção de doenças;
- para os governos: um dos métodos com melhor custo-efectividade na promoção da saúde de uma população.
Qual a relação entre o sedentarismo e o aumento de algumas doenças?
O mundo tem assistido a um aumento significativo das doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas. Este aumento global, epidémico, está estritamente relacionado com alterações dos estilos de vida, nomeadamente o tabagismo, inactividade física (sedentarismo) e uma alimentação não saudável.
Estima-se que o sedentarismo seja causador de um milhão e 900 mil mortes a nível mundial. É também a causa de 10-16% do cancro da mama, cólon e recto, bem como de diabetes mellitus e de cerca de 22% da doença cardíaca isquémica.
Ao mesmo tempo que o número de indivíduos com excesso de peso e obesidade aumenta rapidamente, nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento, também aumentam o excesso de peso e a obesidade na população mais jovem.
A actividade física é, juntamente com uma alimentação saudável, a chave para o controlo do peso.
Como evolui o sedentarismo no mundo?
No mundo inteiro, mais de 60% dos adultos não efectuam os níveis suficientes de actividade física benéficos para a sua saúde. O sedentarismo é mais prevalente nas mulheres, idosos, indivíduos de grupos socio-económicos baixos e nos indivíduos com incapacidades.
Tem-se também assistido a um decréscimo da actividade física e dos programas de educação física nas escolas de todo o mundo.
O sedentarismo está a ocupar grande parte do tempo das pessoas e daí as consequências na saúde serem tão significativas.
Em que medida o meio físico e social condiciona a actividade física?
O meio físico e social das cidades tem um enorme impacto na implementação e no acesso de todos à actividade física.
Há que promover a actividade física ao encorajar o uso de transportes públicos, tornando-os acessíveis, atractivos e seguros.
Quais são os benefícios da actividade física?
A actividade física reduz o risco de doenças cardiovasculares, de alguns cancros e de diabetes tipo 2. Estes benefícios são mediados por muitos mecanismos: em geral, consegue-se através da melhoria do metabolismo da glicose, da redução das gorduras e da diminuição da tensão arterial.
A participação em actividades físicas pode melhorar o sistema musculo-esquelético, o controle do peso corporal e reduzir os sintomas de depressão.
Vantagens da actividade física regular
- Reduz o risco de morte prematura;
- Reduz o risco de morte por doenças cardíacas ou AVC, que são responsáveis por 1/3 de todas as causas de morte;
- Reduz o risco de vir a desenvolver doenças cardíacas, cancro do cólon e diabetes tipo 2;
- Ajuda a prevenir/reduzir a hipertensão, que afecta 1/5 da população adulta mundial;
- Ajuda a controlar o peso e diminui o risco de se tornar obeso;
- Ajuda a prevenir/reduzir a osteoporose, reduzindo o risco de fractura do colo do fémur nas mulheres;
- Reduz o risco de desenvolver dores lombares, pode ajudar o tratamento de situações dolorosas, nomedamente dores lombares e dores nos joelhos;
- Ajuda o crescimento e manutenção de ossos, músculos e articulações saudáveis;
- Promove o bem-estar psicológico, reduz o stress, ansiedade e depressão;
- Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco (tabagismo, alcoolismo, toxicofilias, alimentação não saudável e violência), especialmente em crianças e adolescentes.
Qual a quantidade de exercício físico que é necessária para melhorar e manter a saúde?
Os benefícios para a saúde geralmente são obtidos através de, pelo menos, 30 minutos de actividade física cumulativa moderada, todos os dias. Este nível de actividade pode ser atingido diariamente através de actividades físicas agradáveis e de movimentos do corpo no dia-a-dia, tais como caminhar para o local de trabalho, subir escadas, jardinagem, dançar e muitos outros desportos recreativos.
Benefícios adicionais podem ser obtidos através de actividade física diária moderada de longa duração:
- Crianças e adolescentes necessitam de 20 minutos adicionais de actividade física vigorosa, três vezes por semana;
- O controle do peso requer pelo menos 60 minutos diários de actividade física vigorosa/moderada.
Quais são os benefícios económicos da actividade física?
- Reduz os custos dos sistemas de saúde;
- Aumenta a produtividade;
- Melhora o ambiente físico e social.
Consulte:
A Direcção-Geral da Saúde aconselha... "A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar"Alerta de calor
O calor é uma ameaça à saúde. Saiba como proteger-se.
População em geral:
Recomendações para ondas de calor:
População em geral:
- Aumentar a ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Nos períodos de maior calor procurar permanecer em ambientes frescos;
- Evitar, sempre que possível, exercícios que exijam esforços físicos, nomeadamente actividades desportivas e de lazer;
- Evitar a exposição directa ao sol entre as 11 e as 17 horas;
- Fora de casa, utilizar roupa solta, opaca, cobrindo a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos com protecção contra radiação UVA e UVB e utilizar protector solar com factor igual ou superior a 30.
- Uma vez que os idosos que vivem sozinhos são particularmente vulneráveis, é importante que os familiares e vizinhos estejam atentos à necessidade de ingestão frequente de líquidos e em assegurar um ambiente arrefecido;
- Os trabalhadores no exterior devem proteger-se de forma adequada, não descurando o perigo, quer das temperaturas elevadas, quer da radiação ultravioleta, fazendo uma boa hidratação e pausas regulares em locais mais frescos;
- A utilização das praias e piscinas apenas deverá ocorrer antes das 11 horas ou após as 17 horas, renovando a aplicação de protector solar de 2 em 2 horas e após os banhos;
- As crianças com menos de 6 meses não devem ser sujeitas a exposição solar pelo que não se aconselha a sua ida à praia. As crianças com menos de 3 anos deverão evitar a exposição directa ao sol;
- As pessoas que sofram de doença crónica ou estejam a fazer uma dieta com pouco sal ou com restrição de líquidos, devem seguir as recomendações específicas do seu médico;
- Se viajar de carro escolha horas de menos calor. Não permita a permanência de pessoas dentro de viaturas expostas ao sol, especialmente se forem crianças ou idosos.
Consulte:
Contacte:
Linha Saúde 24 - 808 24 24 24Campanha de colheita de sangue
Com o objectivo de sensibilizar os jovens para a dádiva de sangue, o Instituto Português do Sangue (IPS) organiza uma conferência de imprensa, no dia 18 de Julho, para apresentar a campanha Dador-Salvador.
A conferência de imprensa terá lugar às 12 horas, na Sala de Reuniões do Laboratório Regional de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, no Algarve.
O IPS vai promover, em várias praias do país, durante o mês de Agosto, a campanha de colheitas de sangue, aproveitando a presença de muitos jovens nas zonas balneares nesta época do ano, nomeadamente no Algarve.
No Verão baixam consideravelmente as dádivas de sangue, ao mesmo tempo que crescem as necessidades, como consequência do aumento dos acidentes de viação.
Neste sentido, esta é uma época em que a sensibilização para a dádiva de sangue se torna uma tarefa fulcral.
Encontro de jovens com diabetes
O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Alto Ave promove, hoje dia 16 de Julho, uma actividade educativa para os doentes da consulta de diabetes. A iniciativa terá lugar no parque de aventuras “DiverLanhoso”, na Póvoa do Lanhoso.
A actividade pretende reunir um grupo de jovens diabéticos, com idades entre os 11 e os 17 anos, com o objectivo de fomentar a partilha de experiências e fins pedagógicos, no contexto da actividade física.
A iniciativa foi organizada no período de férias escolares para tentar reunir o maior número de doentes possível.
No encontro, estarão presentes uma equipa médica e nutricionista da referida consulta.
Atitudes básicas perante um envenenado
As incontáveis substâncias que atualmente invadem e permanecem no ambiente doméstico, desde medicamentos (cada vez mais específicos e activos e, frequentemente mais perigosos) até aos cosméticos, passando por legiões de produtos de uso caseiro, têm feito aumentar, sobretudo nos países industrializados, os casos de intoxicação aguda.
Também nos meios rurais se verifica o mesmo fenómeno aqui devido, principalmente, aos fitofármacos (fertilizantes, antiparasitários, herbicidas, raticidas, etc) que são em número abundante e todos mais ou menos venenosos.
Muito pouco é, normalmente.posto em prática para prevenir ou limitar os possíveis acidentes e a facilidade de acesso a essas substâncias e a inconsciência ou ignorância com que a maioria das vezes são utlizadas aumentam substancialmente os factores de risco.
Cerca de 75% dos casos de intoxicação aguda acidental ocorrem em crianças de idades compreendidas entre 1 e 5 anos, altura em que o seu desenvolvimento mental se realiza, em grande parte, através do contacto com objectos que suscitam o seu interesse (e se encontram ao seu alcance) mediante o acto mais elementar e instintivo que é o de os levar à boca.
Também a tendência para imitar os adultos, especialmente no acto de ingerir medicamentos,ou de um certo espírito de iniciativa aliado à curiosidade, que pode ser acentuada pela proibição,contribuem para estimular uma criança, viva e turbulenta, tantas vezes a trepar caixotes, armários ou prateleiras até onde se escondem tão fascinantes mistérios.
É impossivel imaginar quais os objectos que excitam preferentemente a curiosidade das crianças pois o que é agradável para um adulto não o é necessariamente para ela ou o que àquele parece de todo em todo desinteressante pode,muitas vezes, ser muito apelativo para a criança.
As intoxicações em crianças muitojovens são mais frequentes nas famílias numerosas e pobres que vivem em casas pequenas e desarrumadas e ocorrem, a maior parte das vezes, quando os pais se ausentam e deixam as crianças sem uma vigilância permanente ou adequada.
Nas pessoas idosas, sobretudo naquelas em que a vista ou a memória estão diminuídas e, portanto, se esquecem facilmente, as intoxicações podem ser devidas a troca, por confusão, de um medicamento por outro mais nocivo ou, ainda, a um inadvertido aumento da dose ingerida.
Muitos acidentes são, pois, originados por acontecimentos fortuitos como fugas de gás do fogão, esquentadores ou aquecedores defeituosos,ou, ainda, por acondicionamento incorrecto de solventes ou produtos corrosivos em recipientes sem rótulo, etc. Porém casos há que são tentativas de suicídio ou, gestos de auto-agressão.
Pode acontecer que a Farmácia, especialmente as sediadas longe dos hospitais ou dos centros de primeiros socorros, seja contactada por uma pessoa alarmada, em pânico,porque um familiar ou um vizinho foi vítima de um envenenamento.
Ao Farmacêutico ou ao Técnico de Farmácia não é formalmente consentido, quer por razões de deontologia, quer pela especificidade da sua preparação, administrar remédios ou andídotos que não sejam prescritos por um médico ou por um Centro anti-venenos especializado.
Todavia a Farmácia não pode furtar-se ao dever de prestar certos socorros com vista, por umlado, a limitar os danos produzidos pelo tóxico e, por outro, a contribuir, dentro do possível, para a recuperação do acidentado e para evitar os riscos de lesões irreversíveis.
Quando o paciente está em estado de choque ou muito cianosado, inconsciente ou em estado convulsivo, é imperioso proceder à sua transferência urgente para um centro preparado para o tratamento intensivo e específico. Enquanto essa remoção não se fizer e no casode se notarem dificuldades respiratórias, é muito útil encontrar alguém habilitado a praticar a respiração artificial (boca-a-boca, por exemplo) ou mesmo a massagem cardíaca externa. Esta situação é mais frequente quando a intoxicação é devida a inalação de gases tóxicos entre os quais predominantemente, figura o Monóxido de Carbono.
Há que tomar a iniciativa de evitar atitudes inadequadas por parte dos familiares ou de outrém e nunca esquecer que a luta contra os danos causados pelo veneno é sempre uma luta contra o tempo, em que cada minuto é precioso e, muitas vezes decisivo.
A primeira coisa a fazer é tranquilizar e alentar os familiares ou acompanhantes do sinistrado e, a seguir, com paciência e firmeza procurar recolher uma série de informações de valor capital para se avaliar da importância e extensão do envenenamento e para serem transmitidos ao Centro de Socorros ou ao médico mais próximo,ou seja:
- Identificação da substância tóxica em causa (marca, composição qualitativa e quantitativa, se possível, etc).
- Cálculo da quantidade ingerida (por exemplo, deduzindodo remanescente da embalagem, se disponível).
- Sexo, idade e peso corpóreo aparente do sinistrado.
- Eventual tratamento ou medidas de socorro já utilizadas.
- Tipo de acidente e tempo decorrido (se o envenenamento ocorreu no posto de trabalho é imperioso conhecer a actividade específica que rodeia o sinistrado e a natureza da sua função).
- Manifestações eventualmente apresentadas; dificuldade respiratória, vermelhidão, cianose, vertigens, cefaleias, náuseas, vómitos, diarreia, torpor, sonolência, se o doente aos estímulos verbais ou, pelo contrário, se está agitado, se as pupilas estão dilatadas (em midríase) ou, pelo contrário, contraídas (em miose), estado dopulso, tensão arterial, etc.
Embora seja absolutamente recomendável fazer sempre seguir o doente para o centro de tratamentos adequado é todavia útil ter presente algumas normas que correcta e prontamente aplicadas, podem evitar maiores danos e contribuir para uma evolução menos grave do quadro clínico e, quiça, para a recuperação do doente:
Evitar, em absoluto, provocar o vômito quando tiverem sido ingeridos:
- PRODUTOS CORROSIVOS (Ácidos minerais fortes de concentração superior a 3% ou ácidos acético, fosfórico, oxálico em concentrações superiores a 10%), produtos para a limpeza de sanitas, preparados anti-ferrugem, etc); substâncias de acção intensamente lesiva como os álcalis caústicos presentes nos produtos para desentupimento ou para a limpeza de fornos, etc, ou ainda os Carbonatos alcalinos, a Amónia e algumas aminas alifáticas, etc.
Com o vómito poder-se-ía aumentar as lesões e desse modo agravar a situação.
Nestes casos está indicada uma abundante diluição do conteúdo gástrico fazendo beber água ou leite e contra-indicado qualquer tentativa de neutralidade química.
- SOLVENTES À BASE DE PRODUTOS DA DESTILAÇÃO DO PETRÓLEO (Benzeno, Petróleo. Água raz, Gasolina, etc) ou À BASE DE HIDROCARBONETOS HALOGENADOS (Dicloropropano, Tetracloreto de Carbono e muitos outros).
Nestes casos o vómito poderia provocar a aspiração do tóxico para as vias respiratórias e criar assim o risco de se provocar uma Pneumonite química ou um edema pulmonar mesmo se as quantidades aspiradas fossem pequenas.
Para evitar esta possibilidade deve-se fazer ingerir 150 a 200 ml de Vaselina líquida que diminuirá a tensão superficial do solvente retardando, assim a sua absorção.
Sempre que se verifique a ingestão de corrosivos caústicos e solventes deve encaminhar-se, rapidamente, o sinistrado para o Hospital, avisando-o da situação.
- DETERGENTES E TENSIOACTIVOS ESPUMÍFEROS - Existe risco de aspiração como no caso precedente. Fazer ingerir um copo de água contendo 350-420 mg de Simeticone (4 ml de Aero-Om gotas ou 10 comprimidos de Aero-Om) que tem uma acção anti-espuma. Se ingeriu um detergente à base de Hipocloritos (Lixívia) torna-se necessário fazer beber 150 a 200 ml de um soluto de Tiossulfato de Sódio a 5%. Tal soluto é também indicado para os casos de ingestão de Tintura de Iodo ou outras soluções Iodo e/ou Iodetadas.
Se acontecer um vómito espontâneo devem-se remover eventuais próteses dentárias móveis e evitar a aspiração do material vomitado deitando o doente de flanco, com a perna que fica por cima ligeiramente flectida e a cabeça de lado (a posição a que em Socorrismo é hábito chamar-se Posição de Segurança. Recolher e conservar o material vomitado (a enviar ao Centro de socorro ou Hospital, eventualmente).
Não se deve administra leite ou emolientes de natureza gorda quando tiverem sido ingeridas substâncias lipossolúveis (casos da Cânfora, Clorobenzeno, Naftalina, Fósforo branco, Óleos essenciais, etc)
Se for recebida a indicação de provocar o vómito este pode ser induzido, depois de prévia remoção das próteses dentárias e da ingestão de 200a 300 ml de água, por estimulação retrobucal com o cabo de uma colher, por exemplo. O vómito pode ser provocado, também, com administração de Xarope Emético de Ipeca (na concentração de 7% de Extracto Fluído, segundo a USP) e numa dose proporcional à idade e ao peso corporal. O efeito desta medida verifica-se em cerca de 10 a 15 minutos. É conveniente recolher e conservar em recepientes adequados o produto do vómito e as fezes (no caso de haver diarreia) a fim de poderem ser remetidas ao Hospital ou Centro antivenenos mais próximo juntamente com rótulo (preferentemente com a embalagem e o conteúdo remanescente) do produto suposto causador do envenenamento.
No caso de o acidente ter repercussões cutâneas que por ataque directo quer diferido é necessário lavar abundatementea região afectada. Da mesma maneira se actuará ao nível dos olhos eventualmente atingidos utilizando soro fsiológico estéril.
Se o envenenamento se der por via rectal deve-se administra um enema de cerca de meio litro de água tépida.
Para além de referências sumárias mas das mais importantes que o eventual aparecimento de um envenenado na Farmácia nos sugeriu, termino recordando que é da máxima conveniência que exista em cada Farmácia uma pequena caixa de urgências que deverá conter:
- Xarope emético de Ipeca USP,
- Tiossulfato de Sódio a 5%, Soluto,
- Simeticone (Aero-Om).
e recipientes adequados à recolha de material vomitado ou fezes, bem como alguns antídotos como:
- Sulfato de Atropina (http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=695&tipo_doc=fi),
- Azul de Metileno a 1%,
- Azul da Prússia puríssimo,
- Carvão activado,
- Desferroxamina (Desferal),
- Dimercaprol (http://dicionario24.info/Ficheiro:Dimercaprol.svg)
- Pralidoxima, etc.
em estado de perfeita conservação, periodicamente vigiada.
Mais informações visite: http://www.infarmed.pt/formulario/ficha.php?idc=286
Também nos meios rurais se verifica o mesmo fenómeno aqui devido, principalmente, aos fitofármacos (fertilizantes, antiparasitários, herbicidas, raticidas, etc) que são em número abundante e todos mais ou menos venenosos.
Muito pouco é, normalmente.posto em prática para prevenir ou limitar os possíveis acidentes e a facilidade de acesso a essas substâncias e a inconsciência ou ignorância com que a maioria das vezes são utlizadas aumentam substancialmente os factores de risco.
Cerca de 75% dos casos de intoxicação aguda acidental ocorrem em crianças de idades compreendidas entre 1 e 5 anos, altura em que o seu desenvolvimento mental se realiza, em grande parte, através do contacto com objectos que suscitam o seu interesse (e se encontram ao seu alcance) mediante o acto mais elementar e instintivo que é o de os levar à boca.
Também a tendência para imitar os adultos, especialmente no acto de ingerir medicamentos,ou de um certo espírito de iniciativa aliado à curiosidade, que pode ser acentuada pela proibição,contribuem para estimular uma criança, viva e turbulenta, tantas vezes a trepar caixotes, armários ou prateleiras até onde se escondem tão fascinantes mistérios.
É impossivel imaginar quais os objectos que excitam preferentemente a curiosidade das crianças pois o que é agradável para um adulto não o é necessariamente para ela ou o que àquele parece de todo em todo desinteressante pode,muitas vezes, ser muito apelativo para a criança.
As intoxicações em crianças muitojovens são mais frequentes nas famílias numerosas e pobres que vivem em casas pequenas e desarrumadas e ocorrem, a maior parte das vezes, quando os pais se ausentam e deixam as crianças sem uma vigilância permanente ou adequada.
Nas pessoas idosas, sobretudo naquelas em que a vista ou a memória estão diminuídas e, portanto, se esquecem facilmente, as intoxicações podem ser devidas a troca, por confusão, de um medicamento por outro mais nocivo ou, ainda, a um inadvertido aumento da dose ingerida.
Muitos acidentes são, pois, originados por acontecimentos fortuitos como fugas de gás do fogão, esquentadores ou aquecedores defeituosos,ou, ainda, por acondicionamento incorrecto de solventes ou produtos corrosivos em recipientes sem rótulo, etc. Porém casos há que são tentativas de suicídio ou, gestos de auto-agressão.
Pode acontecer que a Farmácia, especialmente as sediadas longe dos hospitais ou dos centros de primeiros socorros, seja contactada por uma pessoa alarmada, em pânico,porque um familiar ou um vizinho foi vítima de um envenenamento.
Ao Farmacêutico ou ao Técnico de Farmácia não é formalmente consentido, quer por razões de deontologia, quer pela especificidade da sua preparação, administrar remédios ou andídotos que não sejam prescritos por um médico ou por um Centro anti-venenos especializado.
Todavia a Farmácia não pode furtar-se ao dever de prestar certos socorros com vista, por umlado, a limitar os danos produzidos pelo tóxico e, por outro, a contribuir, dentro do possível, para a recuperação do acidentado e para evitar os riscos de lesões irreversíveis.
Quando o paciente está em estado de choque ou muito cianosado, inconsciente ou em estado convulsivo, é imperioso proceder à sua transferência urgente para um centro preparado para o tratamento intensivo e específico. Enquanto essa remoção não se fizer e no casode se notarem dificuldades respiratórias, é muito útil encontrar alguém habilitado a praticar a respiração artificial (boca-a-boca, por exemplo) ou mesmo a massagem cardíaca externa. Esta situação é mais frequente quando a intoxicação é devida a inalação de gases tóxicos entre os quais predominantemente, figura o Monóxido de Carbono.
Há que tomar a iniciativa de evitar atitudes inadequadas por parte dos familiares ou de outrém e nunca esquecer que a luta contra os danos causados pelo veneno é sempre uma luta contra o tempo, em que cada minuto é precioso e, muitas vezes decisivo.
A primeira coisa a fazer é tranquilizar e alentar os familiares ou acompanhantes do sinistrado e, a seguir, com paciência e firmeza procurar recolher uma série de informações de valor capital para se avaliar da importância e extensão do envenenamento e para serem transmitidos ao Centro de Socorros ou ao médico mais próximo,ou seja:
- Identificação da substância tóxica em causa (marca, composição qualitativa e quantitativa, se possível, etc).
- Cálculo da quantidade ingerida (por exemplo, deduzindodo remanescente da embalagem, se disponível).
- Sexo, idade e peso corpóreo aparente do sinistrado.
- Eventual tratamento ou medidas de socorro já utilizadas.
- Tipo de acidente e tempo decorrido (se o envenenamento ocorreu no posto de trabalho é imperioso conhecer a actividade específica que rodeia o sinistrado e a natureza da sua função).
- Manifestações eventualmente apresentadas; dificuldade respiratória, vermelhidão, cianose, vertigens, cefaleias, náuseas, vómitos, diarreia, torpor, sonolência, se o doente aos estímulos verbais ou, pelo contrário, se está agitado, se as pupilas estão dilatadas (em midríase) ou, pelo contrário, contraídas (em miose), estado dopulso, tensão arterial, etc.
Embora seja absolutamente recomendável fazer sempre seguir o doente para o centro de tratamentos adequado é todavia útil ter presente algumas normas que correcta e prontamente aplicadas, podem evitar maiores danos e contribuir para uma evolução menos grave do quadro clínico e, quiça, para a recuperação do doente:
Evitar, em absoluto, provocar o vômito quando tiverem sido ingeridos:
- PRODUTOS CORROSIVOS (Ácidos minerais fortes de concentração superior a 3% ou ácidos acético, fosfórico, oxálico em concentrações superiores a 10%), produtos para a limpeza de sanitas, preparados anti-ferrugem, etc); substâncias de acção intensamente lesiva como os álcalis caústicos presentes nos produtos para desentupimento ou para a limpeza de fornos, etc, ou ainda os Carbonatos alcalinos, a Amónia e algumas aminas alifáticas, etc.
Com o vómito poder-se-ía aumentar as lesões e desse modo agravar a situação.
Nestes casos está indicada uma abundante diluição do conteúdo gástrico fazendo beber água ou leite e contra-indicado qualquer tentativa de neutralidade química.
- SOLVENTES À BASE DE PRODUTOS DA DESTILAÇÃO DO PETRÓLEO (Benzeno, Petróleo. Água raz, Gasolina, etc) ou À BASE DE HIDROCARBONETOS HALOGENADOS (Dicloropropano, Tetracloreto de Carbono e muitos outros).
Nestes casos o vómito poderia provocar a aspiração do tóxico para as vias respiratórias e criar assim o risco de se provocar uma Pneumonite química ou um edema pulmonar mesmo se as quantidades aspiradas fossem pequenas.
Para evitar esta possibilidade deve-se fazer ingerir 150 a 200 ml de Vaselina líquida que diminuirá a tensão superficial do solvente retardando, assim a sua absorção.
Sempre que se verifique a ingestão de corrosivos caústicos e solventes deve encaminhar-se, rapidamente, o sinistrado para o Hospital, avisando-o da situação.
- DETERGENTES E TENSIOACTIVOS ESPUMÍFEROS - Existe risco de aspiração como no caso precedente. Fazer ingerir um copo de água contendo 350-420 mg de Simeticone (4 ml de Aero-Om gotas ou 10 comprimidos de Aero-Om) que tem uma acção anti-espuma. Se ingeriu um detergente à base de Hipocloritos (Lixívia) torna-se necessário fazer beber 150 a 200 ml de um soluto de Tiossulfato de Sódio a 5%. Tal soluto é também indicado para os casos de ingestão de Tintura de Iodo ou outras soluções Iodo e/ou Iodetadas.
Se acontecer um vómito espontâneo devem-se remover eventuais próteses dentárias móveis e evitar a aspiração do material vomitado deitando o doente de flanco, com a perna que fica por cima ligeiramente flectida e a cabeça de lado (a posição a que em Socorrismo é hábito chamar-se Posição de Segurança. Recolher e conservar o material vomitado (a enviar ao Centro de socorro ou Hospital, eventualmente).
Não se deve administra leite ou emolientes de natureza gorda quando tiverem sido ingeridas substâncias lipossolúveis (casos da Cânfora, Clorobenzeno, Naftalina, Fósforo branco, Óleos essenciais, etc)
Se for recebida a indicação de provocar o vómito este pode ser induzido, depois de prévia remoção das próteses dentárias e da ingestão de 200a 300 ml de água, por estimulação retrobucal com o cabo de uma colher, por exemplo. O vómito pode ser provocado, também, com administração de Xarope Emético de Ipeca (na concentração de 7% de Extracto Fluído, segundo a USP) e numa dose proporcional à idade e ao peso corporal. O efeito desta medida verifica-se em cerca de 10 a 15 minutos. É conveniente recolher e conservar em recepientes adequados o produto do vómito e as fezes (no caso de haver diarreia) a fim de poderem ser remetidas ao Hospital ou Centro antivenenos mais próximo juntamente com rótulo (preferentemente com a embalagem e o conteúdo remanescente) do produto suposto causador do envenenamento.
No caso de o acidente ter repercussões cutâneas que por ataque directo quer diferido é necessário lavar abundatementea região afectada. Da mesma maneira se actuará ao nível dos olhos eventualmente atingidos utilizando soro fsiológico estéril.
Se o envenenamento se der por via rectal deve-se administra um enema de cerca de meio litro de água tépida.
Para além de referências sumárias mas das mais importantes que o eventual aparecimento de um envenenado na Farmácia nos sugeriu, termino recordando que é da máxima conveniência que exista em cada Farmácia uma pequena caixa de urgências que deverá conter:
- Xarope emético de Ipeca USP,
- Tiossulfato de Sódio a 5%, Soluto,
- Simeticone (Aero-Om).
e recipientes adequados à recolha de material vomitado ou fezes, bem como alguns antídotos como:
- Sulfato de Atropina (http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=695&tipo_doc=fi),
- Azul de Metileno a 1%,
- Azul da Prússia puríssimo,
- Carvão activado,
- Desferroxamina (Desferal),
- Dimercaprol (http://dicionario24.info/Ficheiro:Dimercaprol.svg)
- Pralidoxima, etc.
em estado de perfeita conservação, periodicamente vigiada.
Mais informações visite: http://www.infarmed.pt/formulario/ficha.php?idc=286
quinta-feira, julho 14, 2011
Falar a mesma linguagem
Sendo frequente que entre diversos países, ou mesmo em cada país, diferentes significações sejam atribuídas a um mesmo termo utilizado no meio Farmacêutico e/ou Médico parece-me essencial, na linha de partida do "O Técnico de Farmácia", começar por estabelecer alguns dos pontos básicos da linguagem que irei utilizar para que a cada termo corresponda sempre a mesma interpretação, ou seja, para que uma mesma mensagem possa ser recebida por todos com perfeito entendimento.
Tentarei, para isso, e apesar de certas dificuldades, harmonizar o mais possível,os termos e significados internacionais.
Aqui ficam pois os primeiros passos:
MATÉRIA PRIMA - Toda a substância utilizada na fabricação de um determinado produto (farmacêutico ou não).
DROGA - Toda e qualquer substância de origem animal, vegetal, mineral, sintética ou semi-sintética farmacologicamente activa quer com acção medicamentosa benéfica quer, pelo contrário, com acção tóxica deletéria.
FÁRMACO (princípio activo ou substância activa) - A substância que no produto farmacêutico é responsável pela acção medicamentosa (Profilática, Terapêutica ou Diagnóstica).
PRODUTO FARMACÊUTICO (Especialidade Farmacêutica) mais vulgarmente designado por Medicamento - Fármaco ou conjunto de fármacos, elaborado de modo a proporcionar acção medicamentosa quer no Homem (Medicina Humana) quer no Animal (Medicina Veterinária) e que carece de aprovação (prévia) e controle (prévio e a posteriori) das Autoridades Sanitárias competentes (Infarmed); há produtos farmacêuticos constituídos de diversas substâncias mas um só fármaco activo, os chamados Monofármacos, e produtos farmacêuticos com associações de mais de um fármaco, ou seja, os Polifármacos.
INERTE - Toda e qualquer substância que não é farmacologicamente activa, quer de origem animal, vegetal, mineral, sintética ou semi-sintética, ou seja, que não é portanto droga. Quer isto dizer que um produto farmacêutico é sempre uma associação de um ou mais fármacos e de um ou mais inertes (normalmente sempre mais doque um). A maior parte dos inertes (farmacologicamente falando) são agrupados na categoria dos Adjuvantes devendo porém ser referido que, por vezes, também se usam substâncias com alguma acção farmacológica, embora esta não seja relevante ou não seja a pretendida (é o caso, por exemplo, de certos Edulcorantes ou Aromatizantes).
FORMA FARMACÊUTICA - Formulação galénica sob a qual o produto farmacêutico é posto à disposição do doente (cápsulas, supositórios, xaropes, etc)
FORMA DE APRESENTAÇÃO - Conjunto físico sob cuja forma oproduto farmacêutico é cedido ao doente (caixa de ...). Pormenorizando: O produto Farmacêutico X tem as formas farmacêuticas de creme e comprimidos e as formas de apresentação de caixa com 20 ou 60 comprimidos e de bisnagas de 40 ou 100 gramas de creme.
PRODUTO ACABADO - Produto Farmacêutico que passou por todas as fases do processo fabril (em certa medida utiliza-se como sinónimo de forma de apresentação).
LOTE - Quantidade definida de um produto farmacêutico que, oriundo de uma mesma fabricação (por uma única fase ou sequência de diversas fases) apresenta garantias de homogeneidade em todas as suas unidoses, formas farmacêuticas ou formas de apresentação (ou seja, num mesmo lote tem de haver homogeneidade entre todos os comprimidos, ou cápsulas, etc, entre todos os frascos de xarope e as suas amostras parcelares: colher de sopa, etc, e entre todas as caixas de 10 supositórios, por exemplo).
Muitos outros termos e conceitos virão futuramente a ser apresentados e explanados a seu tempo, e o qual espero poder contribuir, permanentemente, para uma capaz recordação de conhecimentos esquecidos e para uma sistematização mais clara dos conhecimentos adquiridos, intenção que primariamente me motivou a esta nova apresentação.
Tentarei, para isso, e apesar de certas dificuldades, harmonizar o mais possível,os termos e significados internacionais.
Aqui ficam pois os primeiros passos:
MATÉRIA PRIMA - Toda a substância utilizada na fabricação de um determinado produto (farmacêutico ou não).
DROGA - Toda e qualquer substância de origem animal, vegetal, mineral, sintética ou semi-sintética farmacologicamente activa quer com acção medicamentosa benéfica quer, pelo contrário, com acção tóxica deletéria.
FÁRMACO (princípio activo ou substância activa) - A substância que no produto farmacêutico é responsável pela acção medicamentosa (Profilática, Terapêutica ou Diagnóstica).
PRODUTO FARMACÊUTICO (Especialidade Farmacêutica) mais vulgarmente designado por Medicamento - Fármaco ou conjunto de fármacos, elaborado de modo a proporcionar acção medicamentosa quer no Homem (Medicina Humana) quer no Animal (Medicina Veterinária) e que carece de aprovação (prévia) e controle (prévio e a posteriori) das Autoridades Sanitárias competentes (Infarmed); há produtos farmacêuticos constituídos de diversas substâncias mas um só fármaco activo, os chamados Monofármacos, e produtos farmacêuticos com associações de mais de um fármaco, ou seja, os Polifármacos.
INERTE - Toda e qualquer substância que não é farmacologicamente activa, quer de origem animal, vegetal, mineral, sintética ou semi-sintética, ou seja, que não é portanto droga. Quer isto dizer que um produto farmacêutico é sempre uma associação de um ou mais fármacos e de um ou mais inertes (normalmente sempre mais doque um). A maior parte dos inertes (farmacologicamente falando) são agrupados na categoria dos Adjuvantes devendo porém ser referido que, por vezes, também se usam substâncias com alguma acção farmacológica, embora esta não seja relevante ou não seja a pretendida (é o caso, por exemplo, de certos Edulcorantes ou Aromatizantes).
FORMA FARMACÊUTICA - Formulação galénica sob a qual o produto farmacêutico é posto à disposição do doente (cápsulas, supositórios, xaropes, etc)
FORMA DE APRESENTAÇÃO - Conjunto físico sob cuja forma oproduto farmacêutico é cedido ao doente (caixa de ...). Pormenorizando: O produto Farmacêutico X tem as formas farmacêuticas de creme e comprimidos e as formas de apresentação de caixa com 20 ou 60 comprimidos e de bisnagas de 40 ou 100 gramas de creme.
PRODUTO ACABADO - Produto Farmacêutico que passou por todas as fases do processo fabril (em certa medida utiliza-se como sinónimo de forma de apresentação).
LOTE - Quantidade definida de um produto farmacêutico que, oriundo de uma mesma fabricação (por uma única fase ou sequência de diversas fases) apresenta garantias de homogeneidade em todas as suas unidoses, formas farmacêuticas ou formas de apresentação (ou seja, num mesmo lote tem de haver homogeneidade entre todos os comprimidos, ou cápsulas, etc, entre todos os frascos de xarope e as suas amostras parcelares: colher de sopa, etc, e entre todas as caixas de 10 supositórios, por exemplo).
Muitos outros termos e conceitos virão futuramente a ser apresentados e explanados a seu tempo, e o qual espero poder contribuir, permanentemente, para uma capaz recordação de conhecimentos esquecidos e para uma sistematização mais clara dos conhecimentos adquiridos, intenção que primariamente me motivou a esta nova apresentação.
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